domingo, 1 de fevereiro de 2009

MISÉRIA HUMANA

No domingo último (1º), na Folha Online, estava em destaque a seguinte matéria: “Primeiro-ministro de Israel promete ação ‘desproporcional’ após ataques com foguetes”.
Todos nós ficamos perplexos com a violência naquela região. Interessante notar que muitos estadistas tem propostas para colocar um fim ao conflito. Contudo, israelenses e palestinos parecem não as entender e não aceitam as negociações de paz. Estão convictos de suas razões.
E, assim, assistimos a homens-bomba, ataques suicidas, sequestros, assaltos, assassinatos “por amor” e, admirados, dizemos: quanta loucura ou quanta maldade!
Pensando um pouco mais próximo de nós: quantas vezes você já tentou avisar alguém que você ama que aquele caminho não é o melhor e a pessoa não te ouve? Você enxerga o erro, denuncia, mas não consegue mudar os rumos...
Por que vemos pessoas procedendo de maneira tão errada e tendo plena convicção que estão certas?
Ficam tantos porquês em nossas mentes...
E você se lembra da Bíblia: “está em mim querer o bem, porém, não o efetuá-lo.”
Voltemos para nós mesmos. Quantas vezes estamos convictos de uma decisão e todos a nossa volta tentam nos alertar, contudo, não conseguimos pensar de um outro ponto de vista?
Por que isso acontece com a gente?

Por que as pessoas não se dão conta de que estão fazendo o mal, o errado?
“Por que não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço?”
Miserável homem que somos!
O Apóstolo Paulo disse e Edgar Morin confirmou que essa condição é própria do ser humano.
Vivemos uma condição de tragédia, suscetíveis ao erro e ao engano.
Estamos marcados por conclusões falsas, coisas que cremos a respeito de nós e que não são verdadeiras. Por isso é que fazemos o mal que não queremos...
Não percebemos o erro e o mal em nós porque ele está mascarado por uma série de situações: preconceitos (que achamos que não temos), senso de justiça próprio (alicerçado nos traumas de nossa primeira infância), teorias e ideologias (escritas por pessoas como nós: sujeitas ao erro e ao engano) e até pelo próprio sofrimento.

Mas, quem nos livrará desse mal?
Quem pode nos ajudar a não ser prisioneiros de nossa própria história?
“Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor” diz Paulo. Sim, somente em Cristo encontraremos um modelo fora de nós capaz de nos livrar do erro e do engano.
Precisamos nos conformar a outro padrão porque sequer nos conhecemos.
É prudente desconfiar de nós mesmos.
Sim, desconfiar de nossa certeza, de nossas boas intenções. É possível que, por trás de nossa convicção, exista uma patologia a ser curada.
Diante dos conflitos, para não sermos enganados por nós mesmos, precisamos nos perguntar: o que Jesus de Nazaré faria em meu lugar ?
Referência Bíblica: Romanos 7:15-25

2 comentários:

Suellen disse...

Olá Ana, gosto muito de suas aulas, estão sendo totalmente proveitosas!!!!!Obrigada....Visite meu blog também!!!!!

marcia regina disse...

Oi,Ana! Como estou aprendendo com você! Adorei o seu blog.Que pôr do sol lindo!Assim como ele nasce e se põe todos os dias,acredito que devemos seguir sempre em frente todos os dias mesmo diante das dificuldades,pois "Se Ele é por nós,quem será contra nós".Um abraço...

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